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April 10 ENSINAR
UMA ARTE
UMA VIDA
UMA ESPERANÇA
UM AMOR
UM CRESCER
EU ENSINO
EU ENSINEI
E AGORA?!
AONDE ME ENCONTRO
SEM ENSINAR
SEM MEUS ALUNOS
SEM O OLHAR DELES
SEM O AMOR
QUE SEMPRE TIVE EM
ENSINAR...
April 04 Freinet nasceu em Provença
numa família de oito filhos. Seus dias de escola foram profundamente
desagradáveis, e afetaram seus métodos de ensino e desejo de reforma.
Em 1915 foi recrutado pelo exército francês, ocasião em que teve uma lesão pulmonar causada por gases tóxicos. Esta experiência o transformou em um pacifista convicto. Em 1920 iniciou seu trabalho como professor de escola primária, antes mesmo de concluir o curso normal. Foi quando Freinet começou a desenvolver seus métodos de ensino. Em 1923 Freinet comprou um limógrafo,
para ajudar em seu ensino, já que seu ferimento do pulmão dificultava
que falasse por períodos longos. Foi com este tipógrafo que imprimiu textos livres e jornais da classe
para seus alunos. As próprias crianças compunham seus trabalhos, os
discutiam e os editavam em pequenos grupos, antes de apresentar o
resultado à classe. Os jornais eam trocados com os de outras escolas.
Gradualmente os textos do grupo substituíram livros didáticos
convencionais. Em 1924, Freinet criou uma cooperativa de trabalho com professores de sua aldeia, esta cooperativa suscitou o movimento da Escola Moderna na França. Neste mesmo ano inicia as primeiras correspondência escolares. Em 1925, conhece a artista plástica Élise, que começa a trabalhar como sua ajudante e em 1926 casa-se com ela, e anos depois tem com ela uma filha, Madeleine Freinet. Escreve o livro A Imprensa na Escola
e cria a revista "La Gerbe" (O Ramalhete) composta de poemas infantis.
Os métodos do ensino de Freinet eram divergentes da política oficial de
educação nacional e causavam um clima de desconfiança, especialmente
devido ao grande volume de correspondências trocadas, por esta razão
ele foi exonerado de suas funções em 1935 e começou sua própria escola,
junto com sua esposa, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial.
Em 1940, Freinet é preso e mandado para o campo de concentração de Var,
onde fica gravemente doente, mesmo assim, enquanto esteve preso deu
aulas para os companheiros. Sua esposa Elise Freinet depois de muita
luta consegue sua libertação. Logo após sair do campo, Freinet entra
para o movimento da resistência francesa. Técnicas desenvolvidas por Freinet
- Aula das descobertas: aulas de campo, voltadas para os interesses do estudantes
- Auto-avaliação: fichas criadas por Freinet, preenchidas pelos alunos, como forma de registrar a própria aprendizagem
- Auto-correção: modalidade de correção de textos feita pelos próprios autores, no caso os alunos, sob a orientação do educador
- Correspondência Interescolar: atividade largamente utilizada por Freinet, na qual os alunos se comunicavam com outros estudantes de escolas diferentes
- Fichário de consulta: fichas criadas por alunos e professores, para suprir as lacunas deixadas pelos livros didáticos convencionais
- Imprensa escolar: os textos escritos pelos alunos tinham uma
função social real, já que não serviam meramente como forma avaliativa,
já que eram publicados e lidos pelos colegas
- Livro da vida: caderno no qual os alunos registram suas
impressões, sentimentos, pensamentos em formas variadas, o qual fica
como um registro de todo o ano escolar de cada classe
- Plano de trabalho: atividade realizada em pequenos grupos
que sob a orientação do educador, com base em um dado tema, desenvolvem
um plano a ser realizado num certo intervalo de tempo
March 30 Trecho:
Quase 50% dos professores brasileiros apresentam sintomas de estresse ou
depressão. Os mais jovens são os que têm mais dificuldade para lidar com os
problemas da profissão; muitos optam por abandonar o ofício.
Fabiano Curi
O professor está doente. Excesso de trabalho, indisciplina em sala de aula,
salário baixo, pressão da direção, violência, demandas de pais de alunos,
bombardeio de informações, desgaste físico e, principalmente, a falta de
reconhecimento de sua atividade são algumas das causas de estresse, ansiedade
e depressão que vêm acometendo os docentes brasileiros.
(...)
Celso dos Santos Filho é médico residente do setor de psiquiatria do Hospital
do Servidor, em São Paulo. Ele diz que atende a um número considerável de
professores que buscam ajuda psiquiátrica com os mais diversos transtornos.
"Há uma desvalorização gradual do papel do professor. Ele se sente cada vez
menos valorizado, o que afeta a prática profissional e a auto-estima", conta.
Tais perturbações deságuam em "dificuldade para ir ao trabalho, insônia,
choro fácil". O médico nota que as reclamações mais comuns desse sentimento
de depreciação da atividade apontam para a falta de autoridade sobre os
alunos e para a ausência de apoio institucional e das famílias dos alunos.
Fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12081
March 26 Um professor chamou um de seus alunos que tinha o hábito de ofender seus amigos e depois, arrependido, pedia desculpas e disse o seguinte: _ "pegue essa folha de papel, novinha, nunca foi usada, e a amasse bem”. O rapaz fez o que lhe foi pedido. E o mestre continuou: _ “agora a alise novamente". E o aluno fez, mas percebeu que por mais que ele esticasse a folha, algumas marcas eram impossíveis de tirar. Então o professor lhe disse: _ “assim são os corações das pessoas. Quando magoamos, estamos amassando. quando pedimos desculpas, estamos curando as feridas que foram abertas por nossa culpa, mas as cicatrizes sempre ficam". Como dizia Chico Xavier: _ “quando não tiver certeza do que vai dizer é melhor o silêncio, não diga”...
March 22

Como o tempo passa rápido... Quando olhamos para o passado da escola pública, nos recordamos de momentos bonitos que ficaram não muito distante e que sempre trás um olhar tão diferente que vivenciamos no nosso cotidiano como educador. Porém, isso faz parte das mudanças que o tempo e a sociedade nos colocam como ser dentro desse planeta chamado terra. Mesmo assim, que saudade.... (e não esqueça que a palavra saudade só existe no nosso lindo idioma)
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